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A Páscoa



A "Ultima Ceia" de Jesus fazia parte da celebração da Páscoa dos judeus (Mateus 26:1-2), data anual que se guarda desde que Israel partiu do Egito em cerca de 1445 a.C (quando ainda era chamado povo 'hebreu'), sempre na primavera, próxima à sexta-feira santa.
A festa existe para celebrar a saída do povo do Egito, onde havia sido escravo por 400 anos, depois de muitas pragas sobre aquela nação que culminariam na morte de todos os primogênitos dos egípcios. E como o anjo da morte sabia quais eram as casas dos meninos hebreus, para poupá-los? Sabia porque havia sangue nos umbrais de suas portas. Moisés havia transmitido uma ordem de Deus ao povo para sacrificar, na noite anterior à saída, um cordeiro sem defeitos e usar seu sangue para marcar as portas. Vendo o sangue, o anjo passaria sem entrar (daí o termo páscoa, do hebraico, pesah, que significa 'pular além da marca', 'passar por cima' ou 'poupar'). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque Ele queria ensinar o seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do 'Cordeiro de Deus', Jesus, que, séculos mais tarde, tiraria o pecado de todo aquele que estivesse 'coberto' por seu sangue (João 1:29) dando salvação que se obtém somente através da 'obediência da fé' (Romanos 1:5 e 16:26), tornando-o capaz de entrar no céu.
O Novo Testamento ensina que as festas judaicas "são sombra das coisas futuras" (Colossenses 2:16-17, Hebreus 10:1). Há, inclusive, outros detalhes do ritual da páscoa, como por exemplo, a presença de pães sem fermento que também fazem alusão à salvação em Cristo: "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade" (I Coríntios 5:7-8).*


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* informações extraídas da "Bíblia de Estudo Pentecostal¨, edição de 1995, em estudo escrito por Donald Stamps A Páscoa

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